8 de março de 2010

Mulher forte e guerreira!

Hoje é data para que todas as mulheres sejam lembradas, valorizadas e respeitadas. Dia da mulher, forte, guerreira, batalhadora, querida, que sabe cuidar de si, dos outros e de quem ama. Mulher possui várias e merecem ser parabenizadas todos os dias.
Muitas mulheres chegam a trabalhar fora de casa, batalham para colocar comida dentro de casa e quando chegam em casa cuidam de seus filhos como ninguem. Não estão preocupadas no que farão, podem trabalhar como domestica, pedreira ou até levantando peso, o que importa para elas é estarem felizes em ver sua familia passando bem como ela deseja.
Belas, conquistadoras, amáveis, carinhosas, maravilhosas e muito mais são adjetivos de mulher. Mulheres são verdadeiros exemplos de vida.

LUZIA-HOMEM
O cenário é o interior do Ceará, nos fins de 1878, durante uma grande seca. Na construção da penitenciária de Sobral, pequena cidade do Ceará, muitos retirantes trabalham para não morrerem de fome.

Uma linda morena chama a atenção de todos. É luzia que faz serviços de homem para poder receber ração dobrada, em virtude de ter a mãe doente em casa. Seu corpo é esbelto e feminino e, acostumada que fora na antiga fazenda do pai a trabalhar em serviços pesados, tinha muita força, fazendo o que muitos homens não podiam. Por isso recebera o apelido de Luzia-Homem. Recatada e silenciosa, não tinha muitas relações de amizade. No entanto, o soldado Crapiúna era apaixonado ou pelo menos atraído fisicamente com violência por Luzia. Esta não correspondia aos seus cortejos, desprezando-o e tornando o soldado cada vez mais obcecado por ela.

Tinha Luzia um amigo muito leal e respeitoso chamado Alexandre, rapaz bonito e educado, que trabalhava no armazém da Comissão. Teresinha era outra amiga de Luzia. Moça branca, de cabelos castanhos, que há muito havia fugido de casa e se prostituíra.

Certo dia passando com Teresinha pelo armazém, viram um tumulto e ao se informarem ficaram sabendo que Alexandre fora preso por causa de um grande roubo que houvera no almoxarifado do armazém.

Luzia e Teresinha, acreditando na inocência de Alexandre que estava na prisão aguardando o julgamento, levavam-lhe comida todos os dias.

Tempos após, Teresinha, tendo ido se esticar na rede, vê nos fundos do quintal o soldado Crapiúna abrindo um baú e apanhando uma bolsa de couro de onça contendo dinheiro. Teresinha passa a desconfiar do soldado, o mesmo acontecendo com Luzia a quem Teresinha contara o ocorrido. Outro dia Luzia encontra Quinotinha que lhe diz ter ouvido Crapiúna confessando ser o autor do roubo a uma mulher que o amava. Luzia, certa da verdade, antes de falar com Teresinha foi a te o Delegado e lhe contou tudo, o qual não acreditando muito, foi até o quintal da casa de Teresinha encontrando o baú com as coisas roubadas do armazém.

No julgamento, Alexandre foi absolvido e Crapiúna expulso da corporação. O ex-soldado, vendo a felicidade de Luzia, jurou vingar-se.

Teresinha encontra a família que a estava procurando pelo sertão e vão morar juntos na casa dela.

Passados esses acontecimentos, Alexandre propôs a Luzia irem morar na serra, levando a mãe dela e a família de Teresinha. Luzia, que começara a despertar para o amor de Alexandre que já a amava silenciosamente há muito tempo, fica feliz e começam a arrumar as trouxas.

Alexandre partiu no dia seguinte com a família de Teresinha para escolherem a casa.

Teresinha, Luzia, Josefina, Raulino e outros quatro homens foram na tarde do dia seguinte,

Teresinha saiu na frente para ajudar os outros na arrumação da casa. Os cinco homens carregavam a rede com D. Josefina e Luzia logo atrás. Ao chegar à serra, Raulino indicou um atalho à Luzia dizendo que eles levariam a rede com D. Josefina pela estrada. Luzia foi seguindo os passos de Teresinha no barro.

Andou ao redor de um morro até que chegou a um rio cheio de pedras e de água pura. Quando ia atravessá-lo ouviu um grito. Olhou a sua esquerda e viu Crapiúna, que havia fugido da cadeia e que estava segurando Teresinha pelo braço. Luzia atravessou o rio e gritou:

- Solte a moça, seu Crapiúna!

- Até que enfim nos encontramos, disse o bandido.

Largou Teresinha e avançou sobre Luzia, puxando-a e rasgando toda sua roupa. No desespero, Luzia reagiu cravando as unhas no rosto de Crapiúna, deixando desfigurado e tonto. Crapiúna arrancou uma faca e cravou-a no peito de Luzia. Despencando em seguida do penhasco.

Neste instante chega Raulino que vê Teresinha horrorizada e, olhando a sua direita, aproxima-se de Luzia, já com os olhos arregalados e sem vida. 
Fonte: http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/analises_completas/l/luzia_homem
Eu me identifico com essa história porque tive a oportunidade de estar próximo dessa obra-prima, estive na penitênciária de Sobral, não é que eu tenha sido preso. hihiihihhi! Mas na verdade com minha mudança para Sobral, meu pai teve que comandar essa terra quente mas adorável, e eu passei um ano da minha infância por lá. Me lembro que brincava ao redor da estatua de Luzia-homem, com várias crianças que moravam ali perto. Hoje tenho maior orgulho de ter presenciado uma obra desta guerreira, e considero ela uma grande mulher.

PARABÉNS MULHERES!!!

Obs.: Tenho saudades de Sobral, um grande momento da minha vida. Tenho maior orgulho do respeito que as pessooas possuem em relação a meu devido sua garra e coragem de comandar e trazer segurança aos sobralenses. Peço também que sempre respeitem as mulheres, elas como também os homens merecem respeito, pois perante a Deus somos todos irmãos!

Um comentário:

Mahfia Barreto disse...

adoreii o post do dia das mulheres, porem ñ li a parte da Luzia Homem, pq eu ainda vou ler esse livro... bjs!!!!!